Antes de mais nada, quero ressaltar a minha satisfação em escrever neste espaço novamente. Após tanto tempo sem dar as caras, decidi tirar uns minutinhos para dedicar em palavras, algumas das minhas inquietações decorrentes destes últimos tempos. Espero que você venha tirar algum proveito do que compartilharei aqui, e se porventura eu lhe ajudar, repasse adiante o que você absorveu!
Nesta noite de domingo (06/07/2014), passei boa parte do tempo analisando o porque de alguns hábitos pessoais e cheguei a seguinte conclusão: CACETE, O QUE ACONTECEU COMIGO?
Não sei sua idade, mas este que aqui vos fala, já beira 3 décadas de existência, tempo suficiente para acompanhar a transição do mundo real para o virtual, como as brincadeiras de rua (pega-pega, esconde-esconde, mamãe da rua, corre-corre lenço, passa anel, peão, jogar bola na rua, patins, pipa e etc.) para o entretenimento por interfaces (internet discada, mirc, icq, games, msn, blog, fotolog, orkut, bate papo uol e etc.), porém não discutirei à respeito de qual época foi/é melhor de se viver, quero apenas me centrar nas mudanças internas ocorridas de 2004 (mais ou menos) até os dias de hoje.
No decorrer dos últimos 10 anos percebi que muita coisa em mim mudou, coisas que jamais quis que mudassem, outras que GRAÇAS AO BOM DEUS, mudaram. Não sei você, mas eu aos 18 anos, estava frenético para desbravar o mundo, conhecer o Brasil com minha tão sonhada e almejada CNH, mostrar ao mundo que eu já era um homem crescido e que um futuro promissor me aguardava de braços abertos!
No entanto, em toda minha história, esqueceram de avisar que o mundo não é e nunca será um lugar amigável, sendo assim, faço das palavras do Rocky Balboa as minhas: "ninguém nunca irá bater tão forte quanto a vida...". Confesso que minha jornada de frustrações aumentou consideravelmente neste tempo, gerando uma espécie de pessimismo que eu nunca havia imaginado. Você já se pegou pensando em como se tornou tão ranzinza, antes mesmo de surgirem alguns cabelos brancos na cabeça? Eu já! Foi aí que eu me liguei e um momento de epifânia, obtive algumas conclusões.
Antes dos 18, eu não tinha menos problemas que nos dias de hoje. É óbvio que eu ainda não precisava me preocupar tanto com orçamentos, contas a pagar e demais preocupações que tenho hoje, entretanto, problemas relacionados a rejeição paterna e materna sempre foram constantes na minha vida, coisas que boa parte de quem está lendo, nunca irá passar provavelmente, porém naquela fase da minha vida eu era feliz e muito por sinal! O que mudou de lá pra cá? Uma coisa apenas... eu perdi o foco! Anteriormente as relações interpessoais sempre tiveram extrema importância para mim, eu realmente conseguia enxergar o melhor das pessoas e demonstrava afeto por qualquer uma delas, seja lá quem fossem. Em um mundo em que pessoas se tornaram importantes pelo número de dígitos em suas contas bancárias, eu havia "descoberto" que o valor estava no que as pessoas são, e isso fazia TODA a diferença.
Antigamente meu olhar para alguém do sexo oposto, era um olhar totalmente diferente, eu enxergava uma beleza típica do sexo feminino, com nuances e sutilezas nos gestos mais simples do cotidiano, que pareciam ser uma espécie de dança capaz de hipnotizar e prender minha atenção durante um bom período de tempo. Com o decorrer dos anos isso foi se perdendo, o belo deu lugar ao vulgar, o que era suave e bonito, de repente se tornou pesado, bizarro e lastimável. Não estou pregando conservadorismo de uma sociedade machista, por favor entendam o verdadeiro sentido do que estou dizendo, a verdade é que toda garota quer e merece ser amada, e todo cara quer ser o tal do gentleman que ama e cuida de sua "pequena". A verdade é que nós (ou no caso EU), sutilmente vamos enfiando o pé na jaca, provavelmente após alguma desilusão amorosa que sofremos na vida, gerando então uma motivação macabra de se tornar os superestimados "garanhões", tão difundidos em nossa mídia. Da mesma forma (creio eu), as mulheres que desejavam tanto serem amadas e cuidadas, acabaram se entregando emocionalmente a diversos caras, no intuito de suprir uma carência que só aumentou, de acordo com o número de relacionamentos fracassados que teve no passado, gerando a sensação de que a vida é assim mesmo, que deverão se conformar com relacionamentos baseados no sexo e não no carinho e respeito mútuo.
Mais uma vez quero enfatizar de que tanto os homens quanto as mulheres que estiverem lendo, tem total liberdade pra fazer de seus corpos aquilo que bem entenderem, assim como eu também já o fiz e talvez possa fazer, apesar de sentir que isso tem sido prejudicial a mim. No entanto ambos os sexos hão de convir que o prazer pelo prazer só satisfaz momentaneamente, diferente do prazer gerado pela valorização do sexo oposto, confiança, amor e cumplicidade, esses sim trazem paz interior.
Outro fator causador dos meus infortúnios, foi a visão que eu desenvolvi pelo dinheiro nessa última década. Aquilo que antes servia para atender minhas necessidades pessoais, acabou tomando uma importância que eu jamais deveria ter permitido. O dinheiro se tornou o objeto da nossa sociedade mais idolatrado do planeta, por ele pessoas guerreiam, morrem, passam fome, se constrangem, se mutilam. Graças a este fator, por eu não ter a quantia que julgava ser o ideal, acabei me inferiorizando em relação as pessoas com maior poder aquisitivo, o que gerou em mim um complexo de inferioridade dificílimo de lidar. O fato é que o dinheiro traz conforto, status, beleza, e etc. Mas se pra mim que estou perto de fazer 30 anos, já tenho percebido que a vida passa muito mais rápida do que eu imaginava, também já percebi que o dinheiro vai e vem constantemente, que todas as pessoas que eu conheço fissuradas em dinheiro, são as que mais sofrem ou na busca incessante de conseguir mais, ou por estarem sempre desconfiando dos que estão a sua volta, crendo que estes se aproximaram para tirar proveito.
Enfim, a conclusão que eu tenho a respeito do que disse, é que para voltar a ser feliz, eu devo voltar a valorizar o que realmente tem valor e abandonar os costumes pautados em relacionamentos frustrados. Lutar e almejar por uma carreira profissional de excelência, baseada nos valores e princípios que eu trago comigo desde a infância, desta forma minha vida na Terra terá conseguido valer a pena durante minha jornada.
Um efusivo abraço a todos.
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